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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O problema do lixo eletrônico

Oi, pessoal,

Conforme conversamos em classe, o tema desta semana é a produção excessiva de 
lixo eletrônico e o problema do descarte. Leia a reportagem da Veja e reflita sobre os aspectos que ela aponta.
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O drama do entulho eletrônico
Em Veja Sustentabilidade (edição especial, dez. 2011, p. 74-82)
            

             Nos movimentados portos de Karachi, no Paquistão, cargueiros provenientes de Dubai transportam contêineres com peças velhas e quebradas de computadores. O lixo eletrônico recolhido vem dos Estados Unidos, Japão, Austrália, Inglaterra, Kuwait, Arábia Saudita, Singapura e Emirados Árabes. Esse material (carcaças de discos rígidos, monitores, impressoras ou mesmo aparelhos inteiros) é reciclado no bairro de Sher Shah. Ali, mais de 20000 pessoas vivem da reciclagem, que é feita sem cuidados com o meio ambiente ou com a saúde. [...]
            "O lixo eletrônico é um dos problemas de mais rápido crescimento no mundo", disse à VEJA a consultora Leslie Byster, da ONG International Campaign for Responsible Technology (Campanha Internacional pela Tecnologia Responsável). [...].
            O relatório ambiental de 2010 da ONU sobre lixo tecnológico calcula que são produzidos anualmente 50 milhões de toneladas. O relatório também prevê que o volume de dejetos procedentes de computadores abandonados crescerá 500% em países como Índia, China e África do Sul até 2020. O Brasil, o México e o Senegal são, entre as nações em desenvolvimento, os campeões mundiais de e-lixo per capita, com 0,5 quilo anual produzido por habitante.
            O quadro brasileiro pode ser ainda mais grave. Segundo a profa. Wanda Gunther, da Faculdade de Saúde Pública da USP, faltam dados e estudos nacionais amplos sobre o problema. Mas o crescimento econômico fará aumentar a podridão eletrônica, em um caminho natural do capitalismo. As pessoas tendem a trocar seus produtos, passando à frente os já velhos e ultrapassados. Querem o novo, e o destino final do que já não presta, ou não tem interessados na cadeia econômica, é o descarte. Simples assim.
            O nome do jogo, nesse caminho, é obsolescência programada, recurso de administração desenvolvido nos anos 20 pelo americano AIfred Sloan, então presidente da General Motors. Sloan criou um mecanismo, hoje tão natural que parece ter existido desde tempos imemoriais, de modo a atrair os consumidores a trocar de carro frequentemente, tendo como apelo a mudança anual de modelos e acessórios. Bill Gates, fundador da Microsoft, usou a estratégia nas atualizações do Windows, o onipresente programa de computador. Mais recentemente, a obsolescência programada virou regra nos produtos da Apple. O iPad foi lançado em janeiro de 2010. Em março de 2011, surgiu o iPad 2. Há rumores de que já em fevereiro de 2012 seja anunciada a versão 3.
            No início dos anos 90, a vida média de equipamentos eletrônicos nos EUA era de quatro anos, num casamento entre a qualidade do material usado para o hardware e a espantosa velocidade de desenvolvimento dos softwares. Hoje, a vida média é de um ano e meio. Segundo Neil Maycroft, professor da Lincoln School of Art & Design, da Inglaterra, a curta existência dos aparelhos é resultado de dois fatores. "De um lado, os produtos são feitos para durar pouco. De outro, há a obsolescência estilística", diz. "Somos regidos pela cultura de trocar a cada ano de modelo - de computador, de tablet, de celular - quando o antigo ainda funcionava muito bem", diz Maycroft. Trata-se de uma das características mais evidentes de nosso tempo, o efêmero a impor hábitos.
            [...] como salienta o especialista em sustentabilidade britânico James Clark, da Universidade de York, não haverá solução sem a conscientização das vantagens econômicas envolvidas na reciclagem do lixo eletrônico. "O Japão, graças a um programa benfeito de reaproveitamento de equipamentos, hoje acumula três vezes mais ouro, prata e o metal índio (usado na fabricação de telas de cristal líquido e painéis solares) do que o mundo usa anualmente", diz Clark. Iniciativas como a japonesa, na contramão da deposição pura e simples, numa selva de malversações e contrabando, alimentam um negócio interessante, e de futuro, desde que organizado e com regras claras. O mercado de reciclagem do lixo eletrônico crescerá dos 5,7 bilhões de dólares atuais para 15 bilhões de dólares até 2014. Há solução para o drama do lixo eletrônico, e ela é limpa.

Uma alternativa sustentável 
Empresa no Texas compra monitores e recicla componentes e fabrica TVs baratas para países pobres.
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             Assista a este vídeo e conheça o trabalho sério e eficiente de uma indústria de reciclagem no Japão, a qual separa e reaproveita praticamente tudo dos e-lixos.  


Jornal Nacional - 03/05/2010.

            Você sabia que, em Santos, há um Centro de Reciclagem de Lixo Eletrônico? Para conhecer esse trabalho, acesse http://www.fundacaosettaport.blogspot.com/2011/10/centro-de-reciclagem-de-lixo-eletronico.html  
            Para aprofundar seus conhecimentos, acessem outros vídeos sobre lixo eletrônico no link do YouTube. 
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          E aí, como lidar com o apelo de comprar todas as novas tecnologias ? Você acha que é possível resistir ? O que poderia ser feito para não virar um "dinossauro" da tecnologia, e ainda assim não produzir   indiscriminadamente mais lixo eletrônico? Quais suas ideias sobre isso ? Como as instituições (governo, indústria, comércio) poderiam contribuir com a busca por soluções desse problema? 
          Vamos lá: escreva, pesquise, faça sua voz valer !
             


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