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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Crise dos 18 anos

Neste post, a aluna Mariana tece considerações bem pertinentes sobre os tão esperados 18 anos... com suas alegrias e suas angústias! ;)
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Todo adolescente, no terceiro ano do ensino médio, sofre aquela crise de não saber o que fazer da vida quando o assunto é profissão. A correria com os trabalhos para concluir o último ano de escola, as longas horas de estudo para o vestibular no fim do ano e a pressão para ir bem no ENEM – essa parece ser a pior de todas – tudo são pequenas amostras de que a vida de adolescente já está começando a ficar para trás.
Mas com tudo isso ainda tem um lado bom, uma vez que, em muitos dos casos, é também no terceiro ano do ensino médio que surge aquela vontade e ansiedade de completar os tão esperados 18 anos. Imagina-se que, ao chegar à maioridade, "tudo posso, ninguém manda em mim, sou dono de mim mesmo". Mas basta parar para refletir por um minuto que qualquer um entra em prantos, ao lembrar-se então que, com a maioridade, vêm também as responsabilidades e a maior decisão de nossas vidas: a PROFISSÃO.
Para alguns, como é fácil decidir essa questão! Muitas vezes por influência familiar ou até mesmo o sonho de ser algo nos deixa nítido o que queremos ser. Mas e quando nenhum desses fatores nos ajudam e quando a dúvida entre duas ou mais profissões nos cerca e acabamos por não querer mais nenhuma daquelas, mas também não sabemos escolher outra?
É desse ponto adiante que percebemos quão difícil é nos tornarmos adultos e quantas responsabilidades vêm junto com tudo isso. Começamos a nos questionar: "será que vou saber conciliar tudo isso: decisões, estudo, talvez um emprego?".
Quantas pessoas nos pressionam a decidir logo e outras que dizem que logo vamos encontrar resposta pra tudo... Mas e se essas respostas não chegarem?
E se, mesmo depois de tudo isso, nada ficar claro, o conselho é relaxar, porque todo mundo já passou por isso e hoje devem encontrar-se satisfeitos com suas decisões.


                                 (Mariana Toscano, ADM, diurno )

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Sustentabilidade: um futuro distante?

Mais um texto, de certa forma, poético. A aluna Livia, da turma matutina, escreveu um acróstico sobre a temática da Sustentabilidade. Ficou interessante! ;)
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Sustentabilidade, preocupação global, Conferência das Nações Unidas, 1992:

Um grande marco para o desenvolvimento sustentável mundial.

Suprir o presente sem comprometer o futuro.

Trabalho realizado com raça e orgulho!

Exame da situação ambiental mundial, desde 1972, e a relação com o estilo de desenvolvimento

Nessa Conferência foram assinados documentos,

Todos de vital importância.

AGENDA 21 surgiu como um plano de ação mundial

Bastava não ficar só no conceitual.

Intercâmbio de ideias: delegações oficiais e representantes da sociedade civil

Linda mobilização, compromissos acordados internacionalmente

Intitulado de “O Futuro que queremos”.

Discussões na Rio+20

Ainda há muitas barreiras e brechas sistêmicas

Desafio enorme, envolve gerações, com regras ecologicamente corretas,

Economicamente viáveis e socialmente justas.

                                                                ( Livia Aika Shirota, ADM, diurno )

terça-feira, 7 de abril de 2015

Com outros olhos

Neste post, o aluno Guilherme traz a discussão sobre o preconceito que o surfe e os surfistas ainda despertam entre as pessoas... É um santista falando com propriedade! ;) 
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        Em dezembro de 2014 o Brasil teve seu primeiro campeão mundial no surfe, Gabriel Medina. Jovem, de 20 anos de idade, mas já vinha se destacando desde pequeno, cheio de estilo e personalidade.
        A partir daí, o Brasil começou a ver o esporte “surfe” com outros olhos. Desde antigamente, surfistas eram vistos como pessoas que não queriam nada com a vida, que não estudavam, que usavam drogas, como a maconha, e que não trabalhavam.
         Eu, como admirador do esporte e praticante, já sofri diversas vezes com esse preconceito. As pessoas mal nos conhecem, bastando saber que somos surfistas, acabam fazendo um pré-julgamento.
       Na verdade, isso é relativo, pois existe o surfista que busca o conhecimento, o estudo, muitos são formados e outros estão cursando uma faculdade e têm o esporte como lazer.
        Já outros praticam o esporte buscando o sucesso profissional e, focados nisso, esquecem de formar um “Plano B” que, no caso, são os estudos, pois a busca pela profissionalização no esporte é incerta. Desse modo, se essa busca não for bem sucedida, deixar de lado os estudos acabará sendo prejudicial.
      Assim, a sociedade deveria conscientizar-se de que não podemos generalizar, nem muito menos julgar o estilo de vida de cada um. Devemos buscar enxergar o mundo com outros olhos, conscientizando-nos de que cada pessoa tem seus princípios e valores.
(Guilherme Ferreira, ADM, diurno)


A Grande Onda de Kanagawa (Hokusai)
Contribuição do blog Ideias e ideais

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Viagens diárias

Eis um texto poético da aluna Clair, de uma das turmas noturnas de ADM, o qual nos faz refletir sobre a transitoriedade da vida. Num mundo sustentável, percepções como essa são tão necessárias... ;)   
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Passa que passa ligeiro
 E é passageiro
  Tanto de gente quanto de hora
   Tem vários por aí agora
    Mas nunca pegamos quando queremos
     Na maior parte perdemos
      Vemos passar diante de nossas vistas
       E não embarcamos
        Não pegamos a viagem certa, não as quistas
         E então corremos e pulamos
          Para ver se a viagem espera
           Mas, às vezes, ela não para... Já era!
            Pegamos então os caminhos mais árduos e distantes,
             Para chegarmos ao destino,
              Outros pegam viagens mais errantes
               Mudando seu caminho,
                E tem aqueles que conseguem 
                 Embarcar na viagem esperada 
                  Estavam preparados e descem em sua certa parada
                   A viagem não para, não atrasa, é agora
                    Só acolhe quem embarca na certa hora
                     Falando de ônibus ou de vidas
                      Temos de nos preparar para nossas vindas e idas.

               ( Clair Oahu, ADM, noturno )
           
   

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Continuando...

Que beleza "abrir" os posts de 2015 com um texto tão inspirador e atual ! Parabéns, Iara, por aliar os 3 temas principais do nosso blog neste lindo texto. 
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Esta semana, o Brasil se despediu de uma grande figura: Tomie Ohtake. Pintora, escultora, artista plástica, mãe, mulher. Os que conhecem um pouco de sua história, sabem do seu valor. Um exemplo de pessoa. Ao saber de sua morte, achei que lhe caberia uma homenagem neste blog sobre sustentabilidade, arte e cultura.
Tomie morreu aos 101 anos no Brasil, onde morou por 70 anos. Nasceu no Japão em 1913. Ganhou a cidadania brasileira, mas nunca deixou de ser japonesa.
Muito se fala de sustentabilidade, mas o que sustenta esta ideia? Reciclar? Reutilizar? Evitar desperdício? Sustentabilidade possui uma relação estreita com a ideia de continuidade.
Aqui, Tomie desenvolveu sua arte, sua criatividade. Aqui ela enriqueceu nossa cultura com seu trabalho e nos “presenteou” com seus 2 filhos; um deles, um dos maiores arquitetos da atualidade. Do Japão, trouxe sua garra, sua persistência e sua habilidade de continuar sempre, de ser sustentável consigo mesma.
Quando reciclamos um produto, damos aos elementos reciclados a possibilidade de continuar a ser útil em outro produto. Quando reutilizamos, damos ao próprio produto a possibilidade da continuidade. Tomie Ohtake continuou sendo Tomie Ohtake por 101 anos, e isso, em termos humanos, é uma continuidade e tanto! Mas o mais importante não é que ela viveu por todo esse tempo; ela produziu por todo esse tempo. Inventou-se, reinventou-se, reciclou-se!
Enquanto perdemos tempo reclamando do que ocorre em nossa volta, não temos tempo para tomarmos atitudes. Falar de sustentabilidade é ótimo, mas melhor ainda é agir de acordo com o que dizemos e trabalharmos pela disseminação dessas ações, para dar continuidade ao processo. Lamentar-se pelo que foi destruído não reconstruirá o planeta; replantar as árvores, limpar os rios e parar o processo de destruição irá ! Inverter a tendência é o que nos permitirá continuar a viver em parceria com os recursos naturais de que dispomos. Mas atitudes, não lamentações. Ações, não discursos.
Tomie trabalhou até o fim. Dias antes de seu falecimento, pediu aos médicos que lhe dessem alta, para que pudesse voltar a trabalhar.
A melhor maneira de resumir Tomie Ohtake é por meio de seu comentário ao saber que uma de suas obras havia sido destruída pelo fogo em um incêndio no Memorial da América Latina no final de 2013. Uma tapeçaria de 700 metros quadrados (70m x 10m). Uma obra de valor inestimável. E, enquanto o mundo se lamentava pela obra perdida, em uma entrevista sobre o desastre, ela disse: “Então, preciso começar a trabalhar”.             E assim (se) foi Tomie Ohtake. E assim Tomie Ohtake continuará.

Fonte:http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/11/tomie-ohtake-diz-que-pode-refazer-painel-atingido-por-fogo-no-memorial.html

(Iara Milito, ADM, noite)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Nosso blog segue pelo 4º ano discutindo ideias e partilhando ideais

Sejam todos bem-vindos a um novo ano letivo!

Novos alunos e leitores estarão conosco, neste espaço, compartilhando suas ideias e ideais... :)
Aproveitem para "explorar" o blog, lendo as postagens, acessando os links sugeridos, tornando-se membros/seguidores, curtindo nossa página no Facebook, enfim, familiarizando-se com este espaço que já é seu também!
A intenção é que vocês aprofundem os processos reflexivos iniciados durante as aulas de Português, sobre os temas Sustentabilidade, Arte e cultura, e produzam seus próprios textos para serem postados aqui.
Sugiro que leiam a primeira postagem (Sustentem essa iniciativa), publicada há 3 anos, na qual apresentamos os ideais deste NOSSO blog.

Seguiremos acreditando, atuando, produzindo e compartilhando conhecimento! Afinal,
"você é o que você compartilha." (Gil Giardelli)







quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Sustentabilidade: a palavra da moda!

E a aluna Jessica Heleno, da turma de ADM, inaugura as postagens em nosso blog neste segundo semestre! E ela o faz resgatando a temática primeira do nosso Ideias e e ideais: a sustentabilidade! Vale a pena ler seu texto e a criativa comparação que ela estabelece com a "moda".  ;)
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Nos dias atuais, quem nunca ouviu falar de sustentabilidade ou em ser sustentável? Se ainda não ouviu, ouvirá e muito! Mas, talvez, o grande problema seja justamente esse: ouvir.
A palavra sustentabilidade é utilizada hoje de forma ‘banalizada’, sem que muitas das pessoas que a pronunciam mal saibam o real significado, ou pior, não façam o que pregam. É aquele famoso “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Tanto as empresas como as pessoas fazem mau uso da palavra.
        Mas o que sustentabilidade realmente é? Digamos que ela pode ser resumida e definida de forma simples e objetiva: é a capacidade de interagirmos com o mundo, preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das próximas gerações. Essa preservação do meio ambiente, porém, depara-se com outros setores: cultural, social e econômico. Criando um termo “Sustentabilidade Correta”, ela deve ser Ecologicamente Correta, Economicamente viável, Socialmente Justa e Culturalmente Diversa. 
         Assim, fazer com que tudo isso aconteça não é nada fácil, pois envolve muitos setores e comportamentos sociais e culturais, principalmente. Como convencer uma empresa que fatura milhões a parar de utilizar seu processo de fabricação com o qual obtém resultados lucrativos? Como convencer milhares de etnias, com suas crenças e costumes, a mudarem seus hábitos de consumo? Essas são algumas das muitas questões que envolvem essa palavrinha da moda.
           O primeiro passo a ser dado é entender que esse é um processo a longo prazo, no qual os hábitos devem ser mudados de maneira acelerada e correta para que as próximas gerações cresçam com essa nova mentalidade e colham frutos desses novos costumes. Em resumo, a melhor maneira de tudo acontecer é bem simples: dar o exemplo! Essa, com certeza, é a forma mais eficiente de mudarmos nossos conceitos. Atitude!
           Tomando como exemplo, infelizmente, a falta de água em grande parte do estado de São Paulo, podemos perceber o quão somos dependentes das riquezas naturais. Tivemos que levar um “tapa com luva de pelica” da “mãe natureza” para aprendermos a respeitá-la.         Com a falta de água e das chuvas, a população – obrigatoriamente – mudou seus hábitos. O Governo (que não deixa de ser uma empresa, por meio da Sabesp) incentivou essa mudança com descontos nas contas para aqueles que reduzissem o consumo. O mesmo aplicou-se às empresas, que, por mais que vissem uma oportunidade de reduzirem custos, ainda assim acabam colaborando com essa redução por desenvolverem novas maneiras de (re)utilização da água. Ao mesmo tempo, preservam o meio ambiente.
          Guardada a devida proporção, talvez a falta de água não tenha sido tão ruim assim, pois, de uma só vez, foi possível colocar em prática a sustentabilidade ao pé da letra, nas questões ecológicas, sociais, econômicas e culturais.
          Portanto, espero que tenhamos aprendido a lição e, com o perdão do trocadilho, que a sustentabilidade não seja apenas aquela moda passageira, na qual só vestimos a roupa do momento para refletir uma imagem cool. Aquela que vem e vai, e que, quando vamos ver no álbum de fotos, dá até vergonha de lembrar...
          A sustentabilidade tem que ser aquele “pretinho básico”, aquele que é o de costume, que não tem erro. Aquele que, por mais que os anos e as gerações passem, ele sempre vai continuar lá, na moda! 
                                                                  (Jessica Heleno, ADM, noturno)