IMPORTANTE

Não serão publicados posts e/ou comentários que incitem formas de discriminação ou de violência. Além disso, os textos assinados são de exclusiva responsabilidade do seu autor, não refletindo, necessariamente, a opinião dos demais alunos e da professora. Por essa razão, nenhum texto poderá ser assinado por meio de pseudônimo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"Sustente" essa ideia...

Sejam todos bem-vindos a este semestre letivo... Novos alunos estarão conosco, neste espaço, compartilhando suas ideias e ideais...  
Aproveitem para "explorar" o blog, lendo as postagens, acessando os links sugeridos, tornando-se membros/seguidores, curtindo nossa página no Facebook, enfim, familiarizando-se com este espaço que já é seu também ! 
A intenção é que vocês aprofundem o processo reflexivo iniciado durante as aulas de Português, sobre as temáticas Sustentabilidade, Arte e cultura, e produzam - e postem - seus textos. 
Sugiro que leiam a primeira postagem (Sustentem essa iniciativa), publicada há exatamente um ano, a qual apresenta os sonhos - e frutos - deste blog. 

Seguiremos acreditando, atuando, produzindo e compartilhando conhecimento! Afinal, neste mundo acelerado, "somos obesos de informação e famintos de sentido." (Eduardo Giannetti)

Aproveitem para votar na enquete ao lado que irá selecionar de 10 a 15 palavras para constituírem a imagem do nosso blog. 

Abraços "sustentáveis",
Profa. Cristina.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

As ruas não foram feitas só para carros e motos

Vejam só que linda surpresa... Recebi, bem na semana do Natal, um texto de uma aluna da turma do 1º semestre... É bom saber que meus queridos alunos continuam reflexivos e atuantes... 
Aproveitem para conhecer as ideias da Thaís sobre o uso de bicicletas, um assunto mais do que ideal, já que está indo muito bem a proposta de empréstimo das "magrelas" aqui em Santos...
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       A tecnologia está avançando a cada dia e os meios de transporte que nos oferecem hoje se tornaram diversificados. Porém, isso beneficiou ou prejudicou nossa rotina? 
       Quem não quer ter um carro ou uma moto? Desde que surgiram, nos causaram grande impacto até porque invadem a maioria das propagandas que se transmitem na TV. Pelo menos quando foi que anunciaram a venda de uma bicicleta ou incentivaram a usá-la? Tudo bem, agora nossa vida urbanista requer cada vez mais rapidez, estamos programados a ir e voltar a certo destino, em certa hora e assim até encontrar o momento de descanso, mas acho que estamos exagerando com seu uso, seja carro ou moto, afinal, estes foram feitos para trajetos de longa distância, se for para percorrer 5 quadras, por favor, utilize as pernas já que, por algum motivo, nascemos com elas. 
          Tirando a rapidez, também devemos nos preocupar com nossa saúde e com a saúde ambiental, e, para isto, o carro e a moto são opções prejudiciais. Além de terem sidos comprovados o aumento do sedentarismo e a diminuição de expectativa de vida, existem mais impactos negativos com os quais convivemos como, por exemplo, o estresse, maior exposição à poluição, áreas com mais trânsito... Que tal tentar evitar isto, utilizando mais o transporte público, pedalando ou mesmo caminhando? Pode parecer que estamos retrocedendo em tecnologia, mas a bicicleta, apesar de ser um objeto antigo, é mais potencial e benéfica do que poderíamos imaginar. Não se tornou um veículo em extinção porque o ciclismo a manteve viva e, com os problemas ambientais surgindo, voltou a percorrer as ruas como uma opção sustentável.


Fonte:http://www.euvoudebike.com/2012/12/pesquisa-comprova-que-carro-faz-mal-para-a-saude/

         Não é à toa que cidades como Copenhagen são consideradas as mais verdes do mundo, pois têm alto incentivo ao uso da bicicleta, assunto que aqui no Brasil teve um recente começo com as ciclofaixas. O melhor são as variedades que temos disponíveis, desde a bicicleta mais simples até as elétricas para os mais preguiçosos. Existem até bicicletas que geram energia por meio das nossas pedaladas, já imaginou como poderíamos aproveitar isto? Há uma academia em San Diego onde utilizam esta bicicleta em que os usuários produzem energia suficiente para sustentar a própria academia nos gastos com a luz, o sistema de som e o ar condicionado. 
         Só imagino... No Brasil, há tantos usuários de academia que ainda assim fazem questão de ter um carro para qualquer mais curto trajeto, se este sistema fosse praticado aqui com certeza não faríamos nenhum milagre, mas poderíamos mudar muito, não só para sustentar academias, mas também lugares próximos a esta. Poderiam, não sei, uma vez por ano, realizar um concurso de quem gera mais energia ou, pelo menos, criar uma maneira de incentivar isto, é uma forma ecológica não só de ajudar o planeta como também de beneficiar-nos. 
         Na cidade de Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, incentivaram esta ideia batizada de “Uma Luz para a Liberdade”, porém não nas academias, e sim na prisão. Em quatro bicicletas, os presos enquanto pedalam produzem energia limpa para a cidade, ganhando, em troca, redução de pena. A energia gerada é armazenada em uma bateria e usada para iluminar uma das principais praças da cidade. Há um aparelho instalado no guidão da bicicleta que indica quando já atingiu o suficiente para iluminar o local durante a noite.


Fonte:http://super.abril.com.br/blogs/planeta/presos-que-ajudam-a-gerar-energia-limpa-tem-reducao-de-pena-em-mg/
               
       Poderia citar milhares de invenções que uma bicicleta consegue oferecer, mas a tecnologia a diversificou tanto que acho que este post não terminaria jamais... 
                                                                    (Thais Rizzuto, ADM, Diurno)


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Férias "sustentáveis"

        Provavelmente, novos posts só deverão estrear por aqui em fevereiro de 2013, no reinício das aulas da Unisanta. 
       Mas vocês, nossos leitores, fiquem à vontade para ler, reler, reler "de novo" e deixarem seus comentários... Sua participação enriquece nossas ideias e ideais !

      Aproveito para agradecer por sua companhia neste ano e para agradecer aos meus alunos, sem os quais este blog não faria o menor sentido!
      Desejo-lhes um ano de 2013 cheio de fartura, sabedoria, serenidade, saúde, sustentabilidade e, claaaro, muito AMOR ! 


‎"Somos todos pedras preciosas.
E se a vida nos lapida, a outra parte
cabe a nós de arredondar, 
colocar formas, dar brilho 
e fazer a diferença no mundo."
(Leticia Thompson)

domingo, 2 de dezembro de 2012

Mais no cinema - filmes sobre Sustentabilidade e Arte

Para otimizar a visualização do nosso blog, a seção Mais no cinema vai se transformar num post, neste post! Assim, quando você quiser dicas de filmes que discutam a temática da sustentabilidade e/ou da arte é só pesquisar no blog, que esse post vai aparecer...

A vida dos outros
A última hora
Avatar
Comprar, jogar fora, comprar: a história da obsolescência planejada (2011)
Erin Brockovich - Uma mulher de talento
Lixo extraordinário
O leitor
Siryana – a indústria do petróleo
Wall-E

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Ser sustentável devia ser proibido...

Este post está simplesmente bárbaro!... Inspirada pelo vídeo a que assistimos em aula - "Ler devia ser proibido", dos alunos da UNIFACS/Salvador, a aluna Nayene criou um vídeo, ironizando a ideia de que "ser sustentável devia ser proibido"...
Genial ! Assistam e comentem ! Vale MUITO a pena!
#orgulhosa#
(Nayene Constantino Chaptiski , ADM, noturno)

domingo, 25 de novembro de 2012

Um mundo sustentável

Neste post, o aluno Diego, de ADM, discute alguns pontos interessantes sobre o possível "desperdício" que se tem com o material escolar... Vamos conhecer as ideias dele ? Leia e deixe seu comentário.
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         O que seria um mundo sustentável? Seria a prática de reutilizar, reciclar e economizar? Vamos imaginar o quanto de embalagens e produtos todos consumimos em um dia, um mês e um ano. Realmente é incontável o número de embalagens, papéis, plásticos entre outros, que podemos consumir em um dia.

           Aprofundando-nos na sustentabilidade no ensino de nosso país, vemos que todo o ano tem a volta às aulas e um grande fluxo de alunos entrando e saindo dos ensinos fundamental e médio... Imaginemos quantos quilos de cadernos, folha de fichários, papel sulfite, entre outros, são comprados para utilização no decorrer do ano letivo. Ao final do ano, quantas pessoas arquivam em suas casas tudo que usaram no ano para poder fazer consultas, ou mesmo lembrarem-se de tudo que aprendeu? Menos de 15% da população de estudantes fazem isto, quando acaba o ano, acredito que a primeira coisa de que se livram é dos cadernos, apostilas, fichários, enfim, quando quilos de papel são jogados fora de maneiras inadequadas para o meio ambiente?
          Grandes instituições de ensino como universidades, faculdades e algumas instituições públicas adotam o sistema de “Portal do Aluno” em que os estudantes que possuem computador em suas casas podem ter a matéria dada no dia, ou da próxima aula, sem ter que imprimir. 
       Este método de ensino passa a ser ecologicamente sustentável por descartar a opção de utilizar o papel. Mas e para os alunos que não possuem computador em suas casas? Como teriam ao acesso a informações de suas matérias? 
         Hoje, quantos tipos variados de tecnologias possuímos ao nosso redor? Caso as instituições de ensino e o governo disponibilizassem equipamentos eletrônicos em sala de aulas como ipads, notebooks, computadores em cada sala de aula, para cada aluno, haveria uma grande redução de lixo a cada ano, fora que grande parte da população que não tem condições financeiras para adquirir equipamentos eletrônicos, obteria o conhecimento de como manipulá-los, servindo também para seu currículo ao procurar empregos. 
          É importante dizer que, com um manuseio adequado de cada indivíduo na utilização do equipamento eletrônico, o equipamento poderá ter uma vida útil de mais de 5 anos, não gerando um grande lixo eletrônico, o que poderia também causar males ao meio ambiente. 
           Caso este sistema seja implementado por todas as instituições de ensino público e privado, teríamos grandes benefícios para a sociedade como investimento pessoal e profissional, alto nível de redução de lixos e desmatamento das florestas, preservando o meio ambiente, e ainda poderia diminuir a porcentagem de pessoas sem estudo. 

( Diego Loscheck, ADM )

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O que será de nós?...

Que delícia ler este post da aluna Camila, da turma de Contábeis... Quantas doces lembranças, quantas importantes reflexões... Você também vai adorar! 
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            Ainda nessa semana, estava eu discutindo com um amigo que mora em São Paulo, sobre qual seria o melhor lugar para se viver. Eu o atacava através do trânsito caótico, do barulho interminável, das pessoas frias, da distância de tudo que havia em nossa capital. Ele, por outro lado, criticava a vida “calma” que nós, caiçaras, tínhamos, e a falta de opções de lazer. A discussão seguia e, então, recebi um golpe inesperado: “Nós temos o Pacaembu e, em breve, teremos o Fielzão! E, então, o que me diz?” Aquilo, sim, era de acabar com qualquer corinthiana roxa como eu, que nunca tivera a oportunidade de ver seu time em campo e gritar gol ali, ao vivo e em cores. Restou-me apenas um último argumento: “Eu tenho o mar.”
            Depois de alguns minutos, surgiu em minha tela a seguinte resposta: “Sorte a sua, tudo o que eu vejo é a sujeira do Rio Tietê”. Sim, a batalha estava ganha. Depois de ostentar meu sorriso por alguns segundos, eu percebi o quão ruim aquilo realmente era. Como seria a minha vida se eu não pudesse ver o mar? Aquele mar onde, por tantas vezes, me perdi em pensamentos, nos momentos de raiva, de angústia, ou na dúvida diante de uma decisão difícil a ser tomada... Aquele mar em que eu aprendi a nadar, onde ficaram tantas gargalhadas de encontros com os amigos, tantos beijos com gosto de sal. E, então, uma ideia me amedrontou: e se o meu mar se tornasse um Tietê? E, para minha tristeza, aquela era uma ideia não tão impossível  quanto eu gostaria que fosse.
            E, então, os pensamentos foram além. Pensei em como me fazia bem ver a lua, e suas “filhinhas”, as estrelas, como eu as costumava chamar quando era criança. Olhar para o céu era quase que uma terapia para os problemas do dia a dia, ver o sol nascendo em variações de amarelo, laranja e rosa, e depois a noite chegar, com o seu azul degradê. 
            Lembrei-me do cajueiro no quintal da casa de vovó, e como eu me sentia grande quando escalava seu tronco, até me sentar no galho mais alto. Lembrei-me do Rio São Francisco, claro e brilhante, que eu fazia questão de visitar todas as vezes que ia à Sergipe, mais precisamente em Canindé do São Francisco, e que, a meu ver, poderia ser a perfeita materialização do conceito de paz.
            Como teria sido a minha vida sem mar, sem lua, sem estrelas, sem sol, sem cajueiro da vovó e sem Rio São Francisco? Acredito que menos feliz do que, de fato, foi.
            E se o rio secar, se o mar se tornar um depósito de lixo? E se um dia, por algum motivo, já não possamos mais observar o esplendor do céu? O que será do pai que ensina o filho a pescar? O que será da alegria das crianças brincando na praia nas manhãs ensolaradas de domingo? Do sabor da fruta fresca tirada do pé? O que servirá de inspiração para os poetas apaixonados quando não houver mais o brilho da lua?
            Não sei ao certo, mas a única coisa que posso afirmar é: a vida perderá a graça.

Rio São Francisco, Sergipe, 2010.

Morro do Voturuá ( ou da Asa delta ), São Vicente, 2010
                                                                  
                      ( Fotos e texto de Camila Meneses, Ciências Contábeis )